
As tarifas de telefonia fixa serão reajustadas...até aí nenhuma novidade. O que também não é nova é a briga de diversos setores, mesmo contra a idéia do Governo e das decisões da Justiça, em tentar acabar com a famigerada assinatura básica a qual, na prática, não traz nenhum benefício ao consumidor, muito pelo contrário.
Anteriormente, com a desculpa de que tais tarifas serviam para manutenção do serviço, incentivo ou como forma de cooperar com os investimentos das empresas, mais e mais atualmente fica evidente que o valor praticado somente serve para lucro das empresas e que sua inexistência não alteraria em nada tanto a prestação do serviço, manutenção quanto a fonte de ‘renda’ das concessionárias. Quem sabe um dia...
Vejamos o que diz o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) no texto a seguir:
Mesmo com os aumentos ficando abaixo do esperado, o Idec defende a eliminação ou, pelo menos, a redução da assinatura básica.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou no último dia 11 os índices de reajuste das tarifas das concessionárias de telefonia fixa (Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC). As duas principais operadoras - Oi/BrT e Telefônica - terão um aumento de 0,98% no preço do minuto e da assinatura básica.
Embora o reajuste tenha ficado abaixo do esperado e inferior ao índice de anos anteriores, o Idec entende que a assinatura básica deveria ser eliminada ou ao menos reduzida, considerando aspectos como alto valor do serviço - aproximadamente R$ 40,00 - e a baixa penetração do serviço - enquanto o número de linhas fixas caiu de 21,7 para 20,5 para cada cem brasileiros entre 2002 e 2007.
Os serviços de telefonia e internet no Brasil estão entre os 40 mais caros do mundo, de acordo com um estudo da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado no início de março. O levantamento avaliou 150 países que compõem a UIT (União Internacional de Telecomunicações).
A telefonia fixa consome 5,9% da renda do brasileiro, segundo o estudo, e coloca o Brasil entre os últimos do ranking: 113º lugar, nunca escala crescente de custo. Já o uso do celular consome o equivalente a 7,5% da renda média per capita do país (114º). O custo da internet de banda larga custa o equivalente a 9,6% da renda média (77º lugar).
As ligações entre telefones fixos e móveis não serão reajustadas. Os créditos usados nos orelhões foram corrigidos linearmente em 0,82%, passando de R$ 0,12 para R$ 0,12.
Para fazer a correção, a Anatel levou em conta o IST (Índice de Serviços de Telecomunicações) acumulado entre maio de 2008 e junho de 2009, que resultou numa inflação de 5,07%, e o Fator X (um mecanismo redutor aplicado ao reajuste de tarifa com o objetivo de compartilhar os ganhos de produtividade) médio 2008/2009, de 3,9%.
As concessionárias deverão publicar as novas tarifas em jornais de grande circulação, nas regiões em que atuam, 48 horas antes de aplicarem os novos valores.
Fonte: Idec (Instituto de Defesa do Consumidor)
Anteriormente, com a desculpa de que tais tarifas serviam para manutenção do serviço, incentivo ou como forma de cooperar com os investimentos das empresas, mais e mais atualmente fica evidente que o valor praticado somente serve para lucro das empresas e que sua inexistência não alteraria em nada tanto a prestação do serviço, manutenção quanto a fonte de ‘renda’ das concessionárias. Quem sabe um dia...
Vejamos o que diz o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) no texto a seguir:
Mesmo com os aumentos ficando abaixo do esperado, o Idec defende a eliminação ou, pelo menos, a redução da assinatura básica.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou no último dia 11 os índices de reajuste das tarifas das concessionárias de telefonia fixa (Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC). As duas principais operadoras - Oi/BrT e Telefônica - terão um aumento de 0,98% no preço do minuto e da assinatura básica.
Embora o reajuste tenha ficado abaixo do esperado e inferior ao índice de anos anteriores, o Idec entende que a assinatura básica deveria ser eliminada ou ao menos reduzida, considerando aspectos como alto valor do serviço - aproximadamente R$ 40,00 - e a baixa penetração do serviço - enquanto o número de linhas fixas caiu de 21,7 para 20,5 para cada cem brasileiros entre 2002 e 2007.
Os serviços de telefonia e internet no Brasil estão entre os 40 mais caros do mundo, de acordo com um estudo da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado no início de março. O levantamento avaliou 150 países que compõem a UIT (União Internacional de Telecomunicações).
A telefonia fixa consome 5,9% da renda do brasileiro, segundo o estudo, e coloca o Brasil entre os últimos do ranking: 113º lugar, nunca escala crescente de custo. Já o uso do celular consome o equivalente a 7,5% da renda média per capita do país (114º). O custo da internet de banda larga custa o equivalente a 9,6% da renda média (77º lugar).
As ligações entre telefones fixos e móveis não serão reajustadas. Os créditos usados nos orelhões foram corrigidos linearmente em 0,82%, passando de R$ 0,12 para R$ 0,12.
Para fazer a correção, a Anatel levou em conta o IST (Índice de Serviços de Telecomunicações) acumulado entre maio de 2008 e junho de 2009, que resultou numa inflação de 5,07%, e o Fator X (um mecanismo redutor aplicado ao reajuste de tarifa com o objetivo de compartilhar os ganhos de produtividade) médio 2008/2009, de 3,9%.
As concessionárias deverão publicar as novas tarifas em jornais de grande circulação, nas regiões em que atuam, 48 horas antes de aplicarem os novos valores.
Fonte: Idec (Instituto de Defesa do Consumidor)
Antes eles tinham a desculpa que a mensalidade pagava os investimentos. Hoje com a concorrência, nem mais isso. Será que esse dinheiro faria falta?
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