terça-feira, 22 de setembro de 2009

Comissão da Câmara dos Deputados aprova medida que proíbe cobrança de tarifa mínima em contas essenciais


As contas chamadas essenciais (energia elétrica, água, dentre outros), deixarão de ser tarifadas pela cobrança mínima. Após a aprovação do projeto de lei, somente se poderá cobrar efetivamente pelo uso do serviço, ou seja, se o consumo for menor que a dita cobrança mínima, somente será pago o que de fato foi utilizado.

Isso pode ser considerado como a correção de algumas distorções que sempre caíam no bolso do consumidor.

Vamos a notícia:



Medida que extingue a tarifa mínima para serviços essenciais foi aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público na última semana. A proposta prevê que os consumidores só paguem pelos serviços efetivamente prestados.

Para o relator do Projeto de Lei 6347/02, deputado Eudes Xavier (PT-CE), a proposta é adequada. Ele contesta, inclusive, a justificativa das concessionárias que afirmam que a simples instalação da infraestrutura gera custos, mesmo que os consumidores não utilizem o serviço.

Serviço utilizado

Xavier argumenta que os custos das concessionárias referem-se apenas ao Estado que, para compensar os gastos com a infraestrutura, deve instituir impostos. "A taxa pode ser exigida independentemente da vontade do contribuinte, pelo simples fato de o serviço em causa estar a sua disposição", afirma, de acordo com a Agência Câmara. "Enquanto que a tarifa somente será devida pelo cliente que efetivamente utilizar o serviço".

Para o deputado Walter Pinheiro, autor da medida, a justificativa das prestadoras dos serviços para cobrar a tarifa mínima advém de artigo da Constituição que permite a cobrança de taxas de serviços públicos específicos prestados ao contribuinte.

Inadimplência

O projeto já havia sido aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor na forma de substitutivo do relator da comissão, deputado Almeida de Jesus (PL-CE). O deputado acrescentou a proibição de inserir o nome dos usuários de serviços públicos em listas de inadimplência.

Porém, tal proibição foi rejeitada pela Comissão de Trabalho. Xavier argumenta que a adoção da medida estimularia a inadimplência, comprometendo, inclusive, a qualidade dos serviços.

Fonte: InfoMoney

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