terça-feira, 24 de novembro de 2009

Inmetro reprova 11 marcas de filtro de linha


Atenção consumidor: recentemente o Inmetro testou e reprovou 11 marcas de filtro de linha comercializadas.


É importante sabermos quais são e os critérios dos testes, para que os consumidores não venham a ser lesados ou sofram prejuízos, bem como reclamem ou revejam seus conceitos ou a marca de seus produtos preferidos.


As informações são de responsabilidade do Portal do Consumidor, com a análise do Inmetro:


Foram avaliadas as seguintes marcas: Clone, Daneva, ECP, FLC, Force Line, Leadership, Ragtech, RCG Slim, SMS, TS Shara e Up Sai.


Os filtros de linha são usados para filtrar e estabilizar a energia elétrica que chega aos aparelhos, mas quase todo mundo usa mesmo é para ter mais tomadas disponíveis. E foi justamente para essa função que os filtros de linha foram avaliados.


Os problemas começaram a aparecer logo na primeira avaliação. Em mais da metade das marcas, as informações obrigatórias sobre potência e carga máxima não atendiam às exigências. Além disso, seis marcas apresentaram a corrente da tomada maior do que a do plugue, o que pode causar superaquecimento.


“Esse calor pode levar ao derretimento da tomada, do plugue, de um curto-circuito e até de incêndio”, ressalta o diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo.


No teste de resistência ao calor, oito filtros sofreram alterações. Ficaram deformados, imprestáveis.


Na avaliação da parte interna, mais falhas, e graves. Nove das onze marcas tinham conexões feitas com soldas improvisadas. Em uma delas, a Force Line, havia partes elétricas fixadas com fita crepe.


Resultado final: todas as marcas foram reprovadas. Ou seja, nenhum dos filtros de linha analisados foi considerado seguro.


Os fabricantes reclamaram do teste. Alegam que foi inoportuno por causa da mudança e inadequado, porque não existe uma norma específica para a fabricação de filtros de linhas. As empresas afirmam que os problemas serão resolvidos com a criação da norma e com a padronização de plugues e tomadas.


“Nós vamos criar um regulamento, vamos exigir a certificação compulsória e vamos passar a fiscalizar. Essa certificação começa a vigorar a partir do próximo ano”, diz Alfredo Lobo, do Inmetro.


Fonte: Portal do Consumidor

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