
Os gastos com saúde representam, em média, 23% do orçamento da população de renda baixa no Brasil. O dado é de uma pesquisa da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) intitulada "Determinante dos Gastos das Famílias com Saúde no Brasil".
Entre as famílias mais ricas, a média de comprometimento do orçamento mensal com gastos relacionados a saúde fica em torno de 3% e 4%.
Outro estudo, apresentado pelos pesquisadores durante um evento nesta terça-feira (17), na USP, revelou que mais de 7% das famílias brasileiras gastam mais de 20% de seus orçamentos com planos de saúde, medicamentos, consultas e internações.
Gastos catastróficos O alto comprometimento dos brasileiros com saúde coloca o País em penúltimo lugar no ranking do desempenho dos sistemas de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), que analisa 59 países.
Pela classificação, 10,3% das famílias brasileiras estariam incorrendo no chamado "gasto catastrófico", que significa quando mais de 40% da renda familiar é gasta com despesas de saúde. Para comparação, na Argentina apenas 5,8% das famílias estão nessa situação, e no México a taxa é de 1,5%.
Segundo o levantamento da OMS, apenas o Vietnã tem desempenho superior ao brasileiro, com 10,5% das famílias gastando mais de 40% de sua renda com saúde.
Fonte: Infomoney
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