quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Lista de genéricos cresce, mas faltam os mais usados


Essa notícia é interessante ao consumidor, mas pela metade, pois trata-se de ‘meio benefício’...interessante reportagem que me foi encaminhada demonstra que cresce o número de medicamentos genéricos no mercado – e, por conseqüência, a baixa considerável do preço destes – porém, os remédios mais utilizados, os mais caros e outras situações, ainda não foram alcançados por tal benefício, seja por prazo da patente da exclusividade ou outras questões burocráticas. Mas pelo menos, boa parte dos medicamentos estão se tornando mais acessíveis, possibilitando ao consumidor medio ter acesso a tratamentos que até bem pouco tempo atrás era muito difícil ou caro demais...vamos ao texto:



“Mais 201 produtos chegaram ao mercado este ano ampliando o leque de opções ao consumidor. No entanto, ainda não estão disponíveis os medicamentos mais modernos e de uso disseminado, que só devem chegar a partir de 2010

“De janeiro a agosto deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou cerca de 201 medicamentos genéricos. É uma boa notícia para o consumidor, que teve o leque de remédios com desconto mínimo de 35% acrescido em 7,81%. Hoje são 2.773 produtos classificados como genéricos no País. No entanto, alguns dos mais aguardados, por serem consumidos em larga escala ainda não chegaram ao mercado, como os de última geração no combate ao colesterol e os novos anticoncepcionais.

“O mercado de genéricos cresceu 14,9% em volume nos seis primeiros meses deste ano - passou de 129,1 milhões de unidades para 148,3 milhões - e 19,4% em vendas, atingindo os R$ 2,015 bilhões. "São mais empresas entrando nesse mercado e mais investimento em desenvolvimento de novos produtos para a área, por isso esse avanço nos novos registros", afirma Odnir Finotti, presidente da Pró-Genéricos, entidade que representa a indústria farmacêutica do segmento.

“De acordo com a coordenadora de registro de medicamentos genéricos da Anvisa, Graziela Araújo, no final deste ano e em 2010 devem ser abertas as patentes de remédios importantes para o consumidor por atenderem uma grande parcela da população. "São os que chamamos de genéricos inéditos por não ter nada parecido nesse mercado, como os medicamentos mais modernos para colesterol, para tratamento de doenças cardiovasculares, o genérico do Viagra, para osteoporose, antidepressivos e anticoncepcionais", diz.

“Neste ano já foram lançados genéricos de remédios para tratamento oncológico e de combate a viroses. "Foram 346 pedidos de registro recebidos até agora. Achamos que os números finais devem ficar parecidos com os do ano passado, quando foram mais de 300", conta Graziela.

“O registro leva de um ano a um ano e meio para ser aprovado pela agência reguladora.

“Um dos medicamentos mais aguardados para o próximo ano é o Lipitor (atorvastatina), cuja patente pertence à Pfizer. O remédio combate o colesterol e é um dos mais vendidos no mundo - só no Brasil, movimenta R$ 250 milhões por ano.

“A expectativa da Pró-Genéricos é que a patente - que é protegida por 20 anos, de acordo com a lei dos genéricos no Brasil - se encerrasse este ano, mas a empresa conseguiu na Justiça corrigir um erro na data de registro, o que deve manter a exclusividade até o final de 2010.

“Uma caixa do Lipitor para 28 dias custa em média R$ 120 e, se houvesse o desconto mínimo de 35%, o preço ficaria em torno de R$ 78. "A questão é que a baixa renda não tem acesso a um remédio a esse custo, por isso a importância que seja feito o genérico de substâncias como essa", comenta a médica administradora hospitalar Paola Zucchi, professora do Centro Paulista de Economia da Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

"A população envelhece e desenvolve doenças crônicas, que demandam medicamentos de uso contínuo", diz. Segundo ela, se não há possibilidade de fazer o tratamento correto, esse paciente vai acabar parando no hospital com uma crise e o custo disso será muito maior.


NÚMEROS

16,96 por cento
É a participação dos genéricos no mercado de medicamento total no Brasil

11,5 bilhões de reais
É quanto os brasileiros já economizaram com os genéricos em dez anos de regulamentação desse segmento.

Fonte: reportagem de Luciele Velluto, em notícia encaminhada pela Assessoria de Imprensa do PROCON/SC.

Nenhum comentário:

Postar um comentário