terça-feira, 11 de agosto de 2009

Planos de Saúde...(1)


Você pensa que os planos de saúde funcionam 'as mil maravilhas'? Engano seu, segundo reportagem do Jornal da Tarde, 23% deles deixam a desejar, demonstrando que muita coisa ainda deve ser feita para que os consumidores - que tem gastos elevadíssimos quanto a este item indispensável no orçamento doméstico, pois ninguém mais consegue cuidar da saúde, senão desta forma - sejam respeitados em seus direitos. Acompanhe:


23% dos planos deixam a desejar

Cerca de 9 milhões de usuários de planos de saúde individuais são atendidos atualmente por operadoras consideradas insatisfatórias pela própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável pela regulação do setor. Representam 23% do total. Está na mesma situação outro 1,379 milhão de clientes de planos odontológicos (ou 18%).

Esse grupo é atendido por empresas que tiveram o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) variando de 0 a 0,39 (em uma escala de 0 a 1, sendo este último o melhor patamar). Os dados estão no Programa de Qualificação da Saúde Suplementar, referentes a 2008 e divulgados ontem pela ANS. Segundo o diretor-presidente da agência, Fausto Pereira dos Santos, são essas operadoras que terão um foco maior da fiscalização.

Santos diz que os fatores que mais pesaram para as notas ruins foram a baixa capacidade econômica da operadora para arcar com os serviços e a má gestão da assistência aos usuários. Mesmo assim, a avaliação global do setor foi positiva, porque 77% dos beneficiários são atendidos por empresas com índice acima de 0,4. “Observamos que a cada ano tem aumentado o porcentual de beneficiários nas operadoras mais bem avaliadas”, diz Santos, destacando a concentração dos usuários no nível médio.

Cerca de 17,9 milhões de beneficiários dos planos médicos, quase 45,1% do total, têm contratos que ficaram na faixa entre 0,6 e 0,79 do IDSS. Só 104.087 pessoas contam com planos com avaliação no topo - entre 0,8 e 1.

Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), aplaude o fato de a ANS ter feito a avaliação e colocado os resultados à disposição do público. “As pessoas têm que saber qual é a situação das operadoras sempre, não só na hora de contratar o plano”, ressalta.

Porém, a advogada critica a postura da ANS diante dos resultados. “O fato de 80% das operadoras tirarem menos que 0,6 mostra claramente que as empresas estão desrespeitando as normas impostas pela própria ANS, já que a agência usou como critérios de avaliação apenas as regras que vigoram no mercado”, observa. “Portanto, a ANS deveria utilizar esse ranking para punir quem apresenta baixas notas. Mas, em vez disso, os dados foram apenas divulgados e nada foi feito.”

Um comentário:

  1. O pior disso tudo é que aqui em Santa Catarina ou é unimed ou é unimed, não existe outra...

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